Prefeita de cidade do México é assassinada horas depois de assumir o cargo

Gisele Mota foi morta a tiros por quatro homens
Gisele Mota foi morta a tiros 

A prefeita de Temixco (município do estado de Morelos), Gisela Mota, foi assassinada horas após assumir o cargo, informaram no dia 03 autoridades mexicanas.

Gisele Mota, de 33 anos, foi morta a tiros por quatro homens que foram até a casa dela pela manhã. 

Os motivos para o crime ainda não estão claros. As autoridades do México acreditam que grupos criminosos ligados ao narcotráfico sejam os responsáveis.

Eleita em uma chapa de centro-esquerda, Gisela Mota havia prometido “limpar” a cidade industrial dos problemas com organizações desse tipo. 

A Procuradoria do Estado de Morelos informou que já foram presos três suspeitos, e apontou o cartel Los Rojos, com presença no centro e no oeste do país, como o responsável pelo ataque. 

O governador do Estado, Graco Ramírez, também do PRD, afirmou neste domingo em uma entrevista coletiva que implementou o protocolo de segurança para os 33 prefeitos de sua região. “Trata-se de um novo desafio da criminalidade ao Estado, mas não vamos ceder”, acrescentou. Durante a operação, outros dois suspeitos foram mortos pela polícia.

Devido à sua proximidade com a capital mexicana e seu clima bom, Morelos –com 1,7 milhão de habitantes– é considerada uma área residencial para as classes mais altas da Cidade do México.

Sua proximidade com áreas quentes, como Guerrero e Michoacán, também permitiu a chegada nos últimos anos do crime organizado. O aumento nas taxas de criminalidade – em 2013 registrou-se a maior taxa de sequestros no México: 8,5 por cada 100.000 habitantes– levou à criação do Comando Único.

Essa medida, lançada pelo governo do presidente Enrique Peña Nieto, consiste em colocar todas as forças policiais de um Estado sob a égide federal, na tentativa de neutralizar os prefeitos controlados pelo narcotráfico.

Fonte: Agência Brasil.